O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a mpox continua sendo uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII), o nível mais alto de alerta da OMS. A decisão seguiu a recomendação do Comitê de Emergência da organização, que destacou o aumento contínuo de casos e a expansão geográfica da doença, especialmente na República Democrática do Congo (RDC), o país mais afetado. A violência na RDC e a falta de financiamento também dificultam a resposta.
A OMS já havia decretado emergência em 2022 e fez uma nova reavaliação em agosto de 2024, após a identificação de uma versão mais letal do vírus, chamada Clado 1b, que se espalhou principalmente por via sexual. A RDC tem registrado mais da metade dos casos no continente africano, e outros países da África, como Burundi e Uganda, passaram a registrar casos pela primeira vez. A vacinação, que demorou a chegar, teve início na RDC em outubro de 2024 com apoio de organizações internacionais.
A doença, considerada endêmica em algumas regiões africanas, ganhou atenção global após se espalhar em 2022. Embora a mpox continue presente em países como o Brasil, a cepa mais comum atualmente é a Clado 2b, que causa menos casos e é considerada menos grave. A OMS continua monitorando a situação, com um grupo de 16 especialistas, incluindo brasileiros, aconselhando sobre as medidas a serem tomadas.
Por: Metro1.
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